• Bianca Gianlorenço - Psicóloga - CRP:06/113629

Compreendendo a infância


O conceito de infância que se possui atualmente, foi algo construído ao longo dos séculos.

Antigamente, a duração da infância era reduzida a um curto período em que, a criança ainda não tinha adquirido um desenvolvimento físico e a partir dos primeiros sinais de independência, o infante era introduzido no mundo adulto como se assim fosse, participando dos seus trabalhos e jogos.

A criança dessa forma se transformava em adulto, sem passar pelas etapas que hoje são consideradas essenciais ao seu desenvolvimento. Com o surgimento dos ideais educativos por volta do século XIX no Brasil, a criança ganha uma particularidade.

Atualmente atribui-se uma importância a infância, a qual é considerada um período de desenvolvimento físico, psicológico e social. O mundo da criança é perpassado por diversas esferas, sendo as principais a escola e a família responsáveis pelos processos de socialização, assim como, aquisição da cultura, regras de convivência em sociedade, valores, crenças, desenvolvimento da linguagem.

Os pais são os responsáveis por promoverem a entrada da criança na sociedade auxiliando o seu desenvolvimento de forma saudável.

A infância tem o seu próprio ritmo, a sua própria forma de sentir, de ver e de pensar. Poucas pretensões podem ser tão equivocadas quanto tentar substituí-la pelo nosso jeito de sentir, ver ou pensar, porque os filhos jamais serão cópias dos seus pais.

Atualmente muitas mães e pais continuam com a ideia de “acelerar” as competências dos filhos, de estimulá-los cognitivamente, de colocar Mozart enquanto dormem no ventre materno. Agora, é possível que essa necessidade de criar crianças aptas para o mundo esteja formando crianças aptas para si mesmas. Criaturas que com apenas 5 ou 6 anos já sofrem o estresse de um adulto.

Antes de optar pela aceleração, sempre é mais apropriado facilitar as primeiras aproximações, relacionadas, por exemplo, com aproximar os livros das crianças de 3 ou 5 anos sem obrigá-las a ler ou a iniciar a aprendizagem.

A curiosidade é a maior motivação de um cérebro infantil, por isso recomenda-se que tanto pais, mães e educadores se lancem como facilitadores da aprendizagem e não como agentes de pressão.

A necessidade básica de uma criança é brincar e descobrir o mundo.

Não somos os “amigos” de nossos filhos, somos suas mães e pais. Nosso dever é amá-los, guiá-los, ser seu exemplo e facilitar a sua maturidade sem pressões.

Lembrem-se sempre de que “menos é mais”. Que a criatividade é a alma das crianças, que um lápis, um papel e um gramado têm mais poder que um telefone ou um computador.

#criançabrincarinfância

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square