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Já percebeu quantas mulheres moram em você? Por Nath Gonzaga.


Quando começo a conversar sobre maternidade e vestimenta, uma das primeiras coisas que amo lembrar essas mulheres e mães é a quantidade de versões que existem nelas, simplesmente porque quando nos tornamos mães, tendemos em alguns momentos esquecermos de nós e viver pelos nossos filhos. O que é totalmente comum, afinal acabamos de colocar no mundo um ser 100% dependente de nós, o que nos traz o constante pensamento de como pensar em nós se precisamos pensar neles?

E nesse ciclo de emoções, começam a surgir conflitos internos entre maternar da melhor forma e com 100% de dedicação, e ao mesmo tempo uma eterna cobrança por se lembrar da mulher que antecedeu essa maternidade.

Essa cobrança começa no corpo, e ainda durante a gestação: Quantos kg vou engordar? Quanto tempo será que demoro para voltar? Será que vou ter estrias?


Esses questionamentos rondam a cabeça das mães, e eu preciso dizer, você engordando 30 ou engordando 5, a verdade é que você nunca mais voltará a ser a mulher que você era antes de ser mãe, simplesmente porque aquela mulher não existe mais. O corpo dela é outro, a mente dela é outra, as prioridades dela são outras, a vida dela é outra. Por isso, é um grande equívoco ficar se comparando ao que você era e querer resgatar aquela mulher, porque ela não volta mais... e posso te dizer? Ainda bem! Eu aposto que se você perguntar pra essa mulher hoje se ela prefere ser a mulher de antes ou a mulher de agora, mesmo com todos os desafios da maternidade, tenho certeza que a maioria responderá que não troca a vida atual por nada.


Isso não quer dizer que você tenha que se conformar com um corpo que você considera ruim, ou uma vida que você esteja 100% em segundo plano, pelo contrário. Isso quer dizer que você deve agradecer aquela mulher que antecedeu essa maternidade, por te oferecer recursos suficientes para atingir uma versão ainda melhor agora. Isso quer dizer que você vai parar de comparar o corpo que você tinha antes de ser mãe e aceitar esse corpo que foi morada para o seu bem mais precioso, e honrá-lo da melhor forma, cuidando dele com amor, autocuidado e carinho.


Se as suas roupas não te servem mais, você vai tirá-las do armário e deixar apenas o que está te caindo bem, essa ação vai te auxiliar a evitar frustração todas as vezes que você for se vestir, porque só restará no seu armário o que realmente veste esse novo corpo. As roupas que foram tiradas, podem ser doadas, como podem ser colocadas em possíveis metas. Nessa hora, é extremamente importante que você seja muito sincera com você mesma, e se questione: Eu estou disposta a retornar para este manequim? Se a resposta for sim, estabeleça um prazo e uma lista de tarefas para que você cumpra esse objetivo.


A partir do momento que isso foi estabelecido, você vai tirar essas peças da sua visão, guarda-las e esquecê-las, só retomará novamente depois que o prazo estipulado for concluído. Se chegou esse prazo e você conseguiu o seu objetivo, é hora de provar as peças e ver se elas ainda representam a mulher que você é hoje. Se chegou esse prazo e você não conseguiu o seu objetivo, está tudo bem, mas é a hora de você definitivamente desapegar dessas peças e passar a comprar o que lhe serve e cai bem. Durante esse processo, é imprescindível que você compre peças chaves para auxiliar no seu objetivo, uma vez que, não ter peças que te servem e não ter o que vestir é um dos processos mais pesados para a autoestima de uma mulher, por isso, não caia na cilada do: Vou emagrecer depois eu compro! Isso pode te gerar meses de frustração e um processo muito mais pesado. Se a sua meta de emagrecimento está estipulada, não precisa renovar seu guarda-roupa, mas seja estratégica em comprar algumas peças chave para complementar as peças que você tem durante esse período, e entenda que elas serão um investimento na sua saúde mental, autoaceitação e construção do seu empoderamento.


Este processo vai permitir o que eu considero mais precioso de tudo: Se sentir bonita, mesmo quando você se considere fora do “corpo ideal”. Esse sentimento vai te gerar muita satisfação por perceber que peso não contabiliza o quanto você é bonita, e isso simplesmente te oferece liberdade de ser a sua melhor versão no momento presente, e não a ficar em um eterno condicionamento de situações: Quando eu voltar ao meu corpo, me sentirei bem. Quando eu emagrecer, comprarei roupa e investirei em mim. Não faça isso com você, é um tanto quanto injusto deixar para depois, uma mulher que pode ser incrível agora.


E aí, você que já é mãe, talvez com o filho um pouco maior, deve estar pensando: Essa questão do corpo, eu já superei. Mas agora estou em uma fase de olhar para o guarda-roupa e não saber mais quem eu sou. Esse é o segundo dilema que vivemos depois que nos tornamos mães. Lembra que eu disse no início desse texto, que o que eu mais gosto é te lembrar que existem muitas mulheres dentro de você? Lembra também quando eu disse que não adianta você ficar tentando resgatar a mulher que você foi, porque ela não volta mais? É exatamente por esse motivo. Quando olhamos para o nosso guarda-roupa em determinado momento, muitas vezes não nos sentimos representadas, porque nós mudamos. E ao contrário do que muitas de nós pensamos, quando falamos em vestir, não falamos em moda, falamos em comunicação. Comunicar ao mundo quem nós somos, a moda é apenas uma ferramenta que colabora para esse processo acontecer de forma atual, mas o que nós vestimos é totalmente o nosso sentimento e as nossas identidades.


A palavra mãe é uma palavra carregada de responsabilidade, porque como já falamos no inicio também, geramos um ser 100% dependente de nós, que vai seguir a educação, a criação, os exemplos que tem dentro de casa, ou seja, uma baita responsabilidade. Dessa responsabilidade, surgem as crenças que mãe é um ser único, santificado e heroico, o que acarreta uma série de pesos em uma mulher que é mãe sim, mas é humana também.


Esse “peso” da maternidade assombra muitas mulheres na hora de se vestir, porque acham que agora por serem mães não podem ser tão sensuais, precisam tirar o salto e dar lugar ao tênis por conta do conforto e da praticidade, precisam estar constantemente pensando nessa função, afinal, agora elas são mães, mas não são mães 100% do tempo, e é por isso que é muito importante você entender suas identidades e saber que por mais que em alguns momentos da sua vida, você passe mais tempo exercendo a função materna, em outros momentos, por mais pontuais que eles sejam, você tem outras identidades, como a profissional, a companheira, a amiga, a filha... e essas funções, pedem prioridades totalmente diferentes da mãe, tendo consciência disso, você passa a entender que estilo e vestimenta não se definem, se percebem e eles podem oscilar em diferentes dias da sua semana, ou até horas do seu dia; Por isso, identifique quais são suas identidades e quais são as prioridades de cada uma delas, entendendo que por mais que em alguns momentos elas pareçam conflitantes, elas são complementares e uma não deve anular a outra. Identificando as prioridades de cada uma delas, você saberá melhor o que vestir em cada momento, porque você terá o que eu chamo de ponto de partida. Quando a hora for exercer a função profissional, talvez sua prioridade seja credibilidade – Quais peças do seu guarda-roupa oferecem essa mensagem? Comece a combinação por ela. Quando a hora for exercer a função materna, talvez sua prioridade seja conforto – O que você considera indispensável no conforto? Comece identificando isso e saiba o que você não pode abrir mão nessa hora. O que você não considerar tanto conforto assim, talvez investir em algo que você goste por se sentir mais bonita, seja muito bom para equilibrar o conforto e a beleza, e entender que os dois podem andar juntos, porque conforto não quer dizer desleixo.


E dessa forma, você vai ponderando e entendendo o que deseja para cada situação, entendendo que o combina com o que é fácil de descobrir, o desafio mora em saber o que combina com você, o que condiz com o seu momento de vida e como você vai conseguir juntar todas as peças desse quebra cabeça e fazer essa mulher, que as vezes está muito cansada, ser a sua melhor versão todos os dias, afinal, ela merece!




A Nath Gonzaga empreende há quase 5 anos no mercado digital, e hoje com uma bagagem de mais de 500 mulheres transformadas entre processos individuais de consultoria e alunas dos meus cursos e workshops, é especialista em posicionamento de mercado através da imagem profissional.

Iniciou como consultora de imagem pessoal e ao longo dos anos foi entendendo o quanto a imagem vai além do estilo, além de ser um fator essencial para a construção da autoestima e do empoderamento feminino, nossa imagem pode ser uma estratégia de crescimento profissional, quando entendemos que ela é uma junção entre a nossa aparência, nosso comportamento e nossa comunicação.

Hoje, como Consultora de imagem, Coach e Master Trainer em programação neurolinguística, consegue unir competências e ferramentas para trabalhar aparência, mentalidade e comunicação de mulheres que desejam ser referência na carreira que escolheram.

Seu Instagram é: @nath.gonzaga

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